O projeto do 1º ano em artes buscou estabelecer um paralelo entre a escrita e a imagem, buscando artistas que explorassem esse tema e que colaborassem para enriquecer o universo imagético das crianças. No decorrer do trimestre percorremos um caminho que nos revelaram as inúmeras possibilidades para desenvolvermos nosso trabalho, até entrarmos em contato com a obra do artista Celso Ninomyia, que foi convidado pela escola a expor seu trabalho na Galeria Villare e visitar as turmas de 1º ano.

No dia 23 de maio, num encontro cheio de curiosidade e emoção, o artista conversou com as crianças, expos seu modo de trabalhar e respondeu a todas as perguntas, que as crianças tinham elaborado nas aulas de Língua Portuguesa.

Foi uma experiência inesquecível para nós e para as crianças que aproximou a escola como um todo desse universo de criação, contagiando as demais turmas nesse diálogo entre o que acontece dentro e fora da escola.

Relato da professora Natália Bressan:

Letra e Imagem no fazer poético

Um turbilhão de sensações, emoções e pensamentos nos atravessa. Se a experiência é entendida como aquilo que nos passa, como aquilo que nos transforma, certamente o momento vivido com o 1º ano em companhia do artista plástico Celso Ninomyia se configurou como uma experiência. Ansiedade, agitação e certa comoção estavam presentes nos olhos atentos e sorrisos espalhados de todos os meninos e meninas. São sensações que fogem do corpo e ocupam todo o espaço e que nos ajudam na tomada de consciência de que o momento tão imaginado passou a ser verdade. O artista não era só uma pessoa que as crianças conheceram, porque cada artista carrega consigo a entidade, o artista com A maiúsculo, presente no imaginário de todos, alguém que tem o poder da criação, que torna visível aquilo que cada um só consegue ver por dentro de si. Essa certa ligação entre o que está dentro e fora do corpo é um dos mistérios presentes no artista que tanto nos encanta, e uma experiência como essa na formação das crianças é especialmente importante, por aflorar a sensibilidade diante do mundo e estabelecer um diálogo com o que acontece também fora da escola.

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