É difícil imaginar como estimular e como despertar o habito da leitura nos dias atuais, diante de tanta concorrência, nessa era tecnológica: são tantos jogos, computadores, vídeo games, celulares…
Quando me deparo com famílias em restaurantes, shoppings, parques é muito comum ver as crianças manuseando um jogo, um brinquedo, um DVD portátil ou ate mesmo brincando com o celular dos pais.
Num mundo em que tudo se faz através da tecnologia, me pergunto: – onde está a leitura?
Perdemos o hábito de ler um livro enquanto esperamos por uma consulta do médico, durante uma viagem ou mesmo enquanto nosso filho brinca no parque.
A leitura desenvolve o senso crítico, forma cidadãos mais pensantes, mais atuantes, desperta a criatividade e é fundamental para a formação da personalidade e de bons hábitos das crianças.
As escolas sempre desenvolvem projetos ligados à leitura, estimulam seus alunos através da contação de histórias, propõem que os alunos levem livros para leitura em casa, etc.
Tudo isso comprova as pesquisas realizadas recentemente que afirmam que os jovens são os que mais leem no Brasil, não pelo hábito e sim pela demanda de livros que estão dentro do planejamento escolar e dos vestibulares.
E os adultos?
Não possuem o hábito da leitura…
As pessoas leem em seu período escolar e param à medida que se afastam da escola, o que talvez demonstre que é preciso envolver a leitura não apenas na aura da obrigação e sim do encantamento algo que pertence ao ambiente familiar.
A melhor forma de despertar os pequenos para a leitura é estimulá-los.  As crianças escolhem seus pais ou pessoas mais próximas para tomarem como exemplo, e assim passam a agir como elas. Filhos que crescem vendo os pais curtirem os livros provavelmente viram leitores ávidos.
Fazer uma boa leitura com o filho é algo encantador. Além de promover a aproximação é uma das heranças mais bonitas que se pode deixar para os filhos.
Os livros podem fazer parte da rotina das crianças desde o berço.  Podemos usar várias estratégias para estimular o gosto pela leitura:
Existem opções em tecido, papel resistente e até em material plastificado para a hora do banho ficar mais divertida.
A criança é seduzida pelos desenhos e ilustrações dos livros. Mas, sempre que possível, fique atento também à qualidade do conteúdo do livro.
Estar bem escrito é fundamental. A linguagem tem que ser adaptada ao universo infantil, mas isso não quer dizer, de maneira nenhuma, que possa ser mal escrita.
Escolha livros que valorizem os temas e a solução de problemas a partir de uma perspectiva infantil. Isso vai valorizar a experiência da criança, aumentando sua auto-estima.
Valorize a poesia.  A repetição e o jogo de palavras e rimas interessam e divertem muito as crianças.
Mude a voz, imite sons de animais, da natureza. Isso aguça a imaginação e prepara a criança para entrar no mundo das palavras.
Mesmo que você queira deixar seu filho livre para escolher um livro, a palavra final deve ser de um adulto. Converse, negocie com seu filho e descarte os títulos que pouco tenham a ver com sua idade ou sua formação.
As livrarias estão cada vez mais receptivas com espaços especialmente dedicados às crianças. Aproveite. Coloque esta visita no seu roteiro de programas e sente com seu filho para folhear e conhecer títulos novos sempre que possível.
Livros precisam ser oferecidos normalmente como outra coisa qualquer. Não entre no jogo de “se você ler este livro vai ganhar um brinquedo”.
Lembre-se: ler tem que ser um prazer e a gente educa mais com exemplos do que com palavras.
“As crianças são como esponjas. Absorvem tudo o que fazemos, tudo o que dizemos. Aprendem conosco o tempo todo, mesmo quando não nos damos conta de que estamos ensinando…”
(As Crianças Aprendem o que Vivenciam, Dorothy Law Nolte, Rachel Harris – Editora Sextante)

Publicado por Samantha Freitas

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