Nossas primeiras dúvidas: será que vai dar certo? As crianças conseguirão fazer o exercício do desapego? Será que vamos ter que interferir muito para que tudo corra bem ou será que eles conseguirão se entender? Será que não vai acabar em choro? Como as crianças lidarão com as frustrações que a troca pode causar? E os pais, embarcarão conosco nesta primeira experiência?
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E, chegou o momento da troca: expectativa por parte das crianças…, mas positiva frente à oportunidade de novas brincadeiras. Expectativa por parte das professoras e equipe pedagógica…., mas positiva frente à oportunidade de crescimento dos alunos.

Os momentos de negociação foram muito ricos: “veja o funcionamento desse”; esse jogo que eu trouxe é muito legal”; “ você vai se divertir muito com  esse boneco”; “eu queria o brinquedo dela, mas ela já tem o meu, então a gente tem que fazer duas trocas”; “eu não consegui convencer o colega a trocar comigo, e agora?”; “vai tentar com outro”; “eu sei que seu brinquedo é legal, mas eu quero outro, desculpe”; “eu fiquei super satisfeito!”…

Nossas certezas: as crianças – e os adultos envolvidos – vivenciaram momentos de grande crescimento: a troca, o diálogo, o desapego, o real valor das coisas, a alegria proporcionada ao outro. Estas são aprendizagens que não vêm dos livros, mas da convivência, tão valorizada em nossa escola!

Já estamos ansiosos para nossa próxima Feira de Troca de Brinquedos, afinal, como diz nosso querido poeta Manoel de Barros

“…  a importância de uma coisa não se mede com fita métrica

nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós”

70-414

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