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Hoje é dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Ao longo da semana compartilhamos algumas trajetórias que inspiram mulheres na luta por respeito e igualdade. Escritoras, professoras, cientistas, artistas, atletas. Pioneiras e revolucionárias, reivindicaram e conquistaram espaços que, até então, não pareciam possíveis.

Desde o voto da professora Celina Guimarães Viana e as braçadas de Maria Lenk no início do século passado, até a recente ocupação dos palcos por Thati Piancastelli, a luta das mulheres tomou diversas formas e contou com a participação de muitas outras personagens. Carolina Maria de Jesus, Esther de Figueiredo Ferraz, Rosaly Lopes… E quantas outras mulheres cabem nessa lista? Nós poderíamos citar inúmeras. 

Ivones, Lígias, Elaines, Cilenes, Silvias, Déboras, Vivians, Cláudias, Fernandas, Renatas, Lucianas, Talitas, Luisas, Júlias. Elas são mães, avós, filhas. Estão em nossas casas, escritórios, fábricas, escolas, indústrias. Estamos cercados de histórias e trajetórias inspiradoras e elas estão ao nosso lado. A luta por igualdade e respeito segue firme, todos os dias. Que este 8 de março sirva como um lembrete das batalhas e conquistas de cada uma de vocês. Orgulhem-se e continuem nos inspirando.

E pra você? Qual mulher te inspira? 

Foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais relevantes para a literatura nacional.

A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo, sustentando a si mesma e a seus três filhos como catadora de papéis. Em 1960, teve seu diário publicado sob o nome Quarto de Despejo, que vendeu dez mil cópias, em quatro dias, e 100 mil cópias, em um ano.

Apesar de ter passado muito tempo esquecida, Carolina Maria de Jesus chegou a lançar seus livros fora do Brasil, tendo traduções em 14 línguas.

No último dia 25, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esse título é uma forma de reconhecimento da obra da autora, que nem concluiu o Ensino Fundamental 1.

“Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade.”

– Carolina Maria de Jesus

Tathi Piancastelli é a primeira pessoa com síndrome de Down a escrever e protagonizar uma peça de teatro profissional apresentada em Nova York. 

Tathi iniciou sua carreira nas artes cênicas estudando teatro livre em Campinas (SP) e atuou em várias peças, entre elas o musical “Grease”. 

Quando se mudou para os Estados Unidos, ficou deslumbrada com a Broadway e com seus espetáculos, inspirando-se a escrever sua própria peça. “Menina dos Meus Olhos” fala sobre a história da adolescente Bela – interpretada pela Tathi –  que está em busca do amor e da aceitação social. Em 2016 sua peça ganhou o prêmio de melhor Teatro/Espetáculo no Brazilian International Press Awards USA.

Thati é voluntária no Instituto MetaSocial, responsável pela campanha “Ser Diferente é Normal”, defensora da causa de pessoas com deficiência, tendo, inclusive, já representando o Brasil na ONU no Dia Internacional da Síndrome de Down. Influenciadora digital, foi tema de samba enredo da Escola de Samba “Unidos do Alvorada”, de Manaus, no Carnaval de 2020 e inspirou o cartunista Maurício de Sousa a criar a personagem com Síndrome de Down, Tati, que interage com a “Turma da Mônica”.

Nascida em São Paulo, em 06/02/1915, Esther de Figueiredo Ferraz foi Bacharel em Direito, com vários méritos, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e licenciada em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de São Bento, anexa à Universidade de Louvain, na Bélgica.

Esther foi pioneira em exercer muitos cargos importantes: Primeira mulher a ocupar o cargo de ministra no Brasil, primeira mulher a ocupar uma cadeira na Ordem dos Advogados do Brasil, primeira mulher a lecionar na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e a primeira mulher da América Latina a comandar uma reitoria, na ocasião na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Apesar do avanço das mulheres no mercado de trabalho, Esther ainda é a única mulher a ter ocupado o Ministério da Educação. Prova de que, mesmo numa área em que elas representam 80% dos gestores de escolas da educação básica, ainda há muito a progredir.

Em 1932, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, a história das mulheres brasileiras no esporte olímpico tomou um novo rumo, graças ao pioneirismo de Maria Lenk. Aos 17 anos, a nadadora paulista não foi apenas a primeira mulher brasileira, mas a primeira sul-americana a participar de uma Olimpíada. Ela foi a única mulher em uma delegação de 66 homens. Em 1936 veio a segunda oportunidade de disputar uma Olimpíada, desta vez em Berlim. Na capital alemã surpreendeu o mundo ao inovar a braçada do nado peito a fazendo por fora d’água. Nascia então o nado borboleta, que passou a ser praticado por outros nadadores e oficializado pela Federação Internacional de Natação (FINA) em 1956.

Ainda hoje detém diversos recordes mundiais de Masters, entrando para o Hall da Fama da Federação Internacional de Natação (FINA) em 1988, quando foi homenageada com o Top Ten da entidade máxima do esporte por ser um dos dez melhores nadadores Master do mundo.

Foi co-fundadora da Escola de Educação Física e Desportos da Universidade do Brasil, atual UFRJ , além de professora catedrática e Diretora daquela instituição. Escreveu mais de dez livros, alguns considerados pioneiros na ciência esportiva e hoje uma das maiores competições de natação do Brasil leva o seu nome: “Troféu Brasil – Maria Lenk”.

Cientista brasileira e natural do Rio de Janeiro, Dra. Rosaly Lopes saiu do Brasil aos 18 anos para estudar Astronomia em Londres e desde 1991 trabalha para a NASA. Rosaly Lopes é geóloga planetária, vulcanóloga e astrônoma. 

Sua trajetória profissional inclui grandes feitos como entrar para o Guinness Book of World Records por ter descoberto 71 vulcões ativos  na lua chamada de Io, que gira em torno de Júpiter.

Rosaly se tornou a primeira mulher, e a primeira pessoa não americana, a assumir o cargo de editora-chefe da conceituada revista científica “Icarus”, fundada por Carl Sagan. A astrônoma comanda um time de editores que publica, mensalmente, os melhores artigos científicos do mundo sobre sistemas planetários. Book of World Records por ter descoberto 71 vulcões ativos na lua chamada de Io, que gira em torno de Júpiter.

No nordeste, a pioneira professora Celina Guimarães Viana conseguiu seu registro para votar na década de 20, e é apontada como sendo a primeira eleitora do Brasil. Nascida no Rio Grande do Norte, ela requisitou sua inclusão no rol de eleitores do município de Mossoró em novembro de 1927.
Celina não foi apenas a primeira brasileira, mas também a número 1 entre as mulheres da América do Sul a conquistar mais do que uma façanha, um direito, objeto de lutas sociais em várias partes do mundo. O nome da educadora entrou para a história da emancipação feminina brasileira.

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