Junho é mês de festa tradicional! E nossa escola comemorou com alegria essa data.

A origem da festa é uma junção de diversas influências: pagã, indígena e europeia.

Os índios que aqui habitavam, antes mesmo de os portugueses chegarem, já faziam importantes rituais durante o mês de junho. Embora essa época marque o início do inverno em nosso país, eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida.

Os países católicos europeus comemoravam, desde a Idade Média, o aniversário de três santos, no mês junino: São Pedro (29); Santo Antônio (13) e São João (24), o principal homenageado. O nome inicial era, devido a isso, Festa Joanina.

A quadrilha se originou nas contradanças, nos salões franceses, século XVII. Chegou ao Brasil, no século XIX, pelos nobres portugueses e foi se transformando, com inspirações indígena e africana, até chegar às festas juninas.

No Hemisfério Norte, o solstício de verão era comemorado em várias festividades pagãs, com fogueiras. Lá, essa data marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano.

Outra simbologia das fogueiras representa um traço católico: Isabel, mãe de São João, combinou com a prima, a Virgem Maria, que, quando chegasse a hora do parto, faria uma fogueira para que esta viesse ajudá-la.

Comemora-se no Brasil inteiro essa festa, mas é no Nordeste em que ela ganha grande destaque. Os nordestinos aproveitam as festividades, como forma de agradecimento às chuvas escassas na região. Além disso, as comemorações juninas representam importante momento, pois os festejos atraem diversos turistas.

NOSSO ARRAIÁ

IMG_8782

Nos dias 27 e 28 de junho, abrimos nossa escola para festejar a tradição.

Nós todos, equipe e alunos, trabalhamos muito para receber os convidados.

E aIMG_8914 equipe de nosso Jornal esteve lá, representada por João Pedro Joaquim e Juan Gentil, do 8° ano. Entrevistaram pessoas de várias idades. Dentre elas, Pedro Olmos, 7, que disse que “a festa estava muito legal!”. Anderson, 43, gostou muito da quadrilha do 4°D e João Carlos, 69, achou tudo muito bem organizado.

Teve tudo de “bão” do milho: curau, pamonha, bolo, suco, canjica e ele mesmo, o “mio”!

Teve pescaria, boca-do-palhaço, canaleta, bola na lata, bingo, caixa-surpresa, correio-elegante, tudo para trazer alegria às crianças de ontem e hoje.

Teve baião, teve forró, tudo tocado pelas “estrelas da casa”. Nossos alunos do Ensino Médio interpretaram canções típicas, desde Gil a Gonzagão.

IMG_1997

Teve dança? Pois foi melhor ainda, sô!  Como fizeram bonito os alunos do Infantil e dos Fundamentais I e II! E os danados dos professores estavam lá, se divertindo no arrasta-pé!

Teve narração de causo, do 6° ano. Teve concurso de receitas típicas, do 7°. Teve mural de memórias juninas, do 8° e até correio-elegante do 9°!DSC05626

Teve também compromisso na festa: a Barraca da Cidadania arrecadou fundos para auxiliar duas instituições: “Lar Nossa Senhora das Mercês” e “Associação Fernanda Bianchini”.  Além disso, juntamos anéis de lata para a campanha “Lacre Amigo”, com a intenção de conseguir cadeira de roda para um irmão necessitado. Atenção: a campanha continua na escola!

Teve menina de ruge e pintinha, “que só pensava em namorá”. Teve rapaz de camisa xadrez e calça remendada, que só queria “xodó”. Teve gente de olho brilhando, fugindo da cobra, da chuva, da ponte quebrada e no ritmo do casório. Teve gente feliz por demais!

Nossa festa despertou a memória afetiva que existe dentro de cada um de nós. E ela vem de longe. Da época da simplicidade, da vida no campo, do cumprimento sincero, do olho no olho, do abraço apertado. Do cafezinho com bolo esquentando a conversa ao pé do fogão. Das cadeiras nas calçadas e dos pés descalços nas ruas vazias de agitação.

Ocê tá convidado pra próxima! Inté!

Equipe do Newsletter Villare

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *