Desde sempre, o ser humano é envolto por limites. Ainda no ventre da mãe, a criança tem o limite da placenta. Ao longo do desenvolvimento passa por uma série de limites orgânicos e cognitivos que são superados durante seu crescimento.

Colocar limites nada mais é que permitir à criança enxergar o que pode e o que não pode ser feito em cada situação.

Estabelecer limites requer um diálogo e um acompanhamento constante com os filhos. Os pais por sua vez devem por meio de gestos, demonstrações de satisfação/insatisfação mostrar ao filho o que é bom e o que não é. Isso não significa apenas dizer. Os filhos devem experimentar e descobrir por meios próprios. Então, é necessário proibi-los – impor um limite.

Atualmente é comum que pais e mães trabalhem em tempo integral, o que faz com que o tempo ao lado dos filhos seja reduzido. Esta situação, muitas vezes, leva os pais a acharem que a carência de tempo pode ser suprida com total permissividade, dizendo sim para tudo.

O respeito é um sentimento de obrigação que mescla amor e temor. O adulto transmite à criança segurança ao dizer não. O respeito mútuo se faz necessário nessa relação. Pais e educadores devem ser autoridades e não autoritários, pois a criança começa a ter consciência de si quando é questionada, tendo assim a possibilidade de refletir sobre suas ações.

Dicas para a prática:

  • Ao dizer não, explique e dê uma possibilidade de escolha, assumir atitudes faz a criança se tornar responsável;

 

  • A criança precisa perceber os efeitos de seu comportamento. É necessário que perceba as consequências de suas atitudes;

 

  • Ao usar de mau comportamento para atrair sua atenção, diga que retomarão a conversa quando ela estiver mais calma. Não ignore a situação por estar em um lugar público, por vergonha, pois com isso a criança pode perceber que em alguns ambientes sua atitude funciona e continua repetindo;

 

  • Mantenha a postura sempre. Os combinados devem ser claros, firmes e consistentes. É importante acolher, mas não ceder;

 

 

  • É importante demonstrar que você entende e aceita a razão pela qual a criança quer algo, mas é fundamental explicar o porquê do não, e não voltar atrás em sua decisão. Ela deve se responsabilizar pelos seus atos;

 

  • Dê exemplos e seja verdadeiro sempre. Se a criança não aprende ou não é respondida sobre seus questionamentos, pelos pais, ela procurará respostas por meio de outras pessoas ou meios, que nem sempre serão positivos.

 

 

“Um pai ou uma mãe que engole os próprios princípios e se cala a cada malcriação dá um atestado de que não se respeita, e os filhos entendem isso como um sinal para que não o respeitem também.”

(Içami Tiba)

 

 

Texto publicado por Alini Revoltini

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *