Festival Fundação das Artes de Teatro Estudantil 2015

O espetáculo “O procurador de memórias”, do Grupo de Teatro Villare, dirigido pela professora Elaine Ferreira, destacou-se no Festival Fundação das Artes de Teatro Estudantil 2015.

Recebeu destaques para “Ousadia da escolha do disparador dramatúrgico: Manoel de Barros” e também para “Processo e construção, desenvolvidos por meio do jogo e do trabalho coletivo e colaborativo”, de acordo com os avaliadores convidados Fabio Caniatto e Sérgio de Azevedo.

“Para a menina das multidões em cena / Para os jovens, garotos e garotas, que emprestaram suas vozes para expandir o silêncio de nosso poeta dos desobjetos / Para a escola que acredita que brincar é coisa séria / Parabéns pelo trabalho! A encenação focada no coro, nas brincadeiras e no jogo, merece destaque. Trata-se de um espetáculo em processo. Caminha em meio à descoberta do silêncio. Talvez seja essa a busca: o olho no olho e os silêncios que o trabalho pede de vocês. É um mergulho em construção, pelo qual vale continuar ensaiando e pesquisando. Optar pela construção dessa dramaturgia a partir da obra de Manoel de Barros é um grande desafio. As opções de encenação que encontramos hoje tem força, e se fortalecerão mais ainda se ficarem bem estabelecidos o olhar entre os estudantes em cena, o jogo e o prazer do fazer teatral.”

(Fabio Caniatto e Sergio de Azevedo)

Parabéns, Grupo de Teatro Villare, pelo trabalho e dedicação.

FICHA TÉCNICA

Elenco:

Arthur Almeida de Oliveira
Arthur Lorente
Beatriz Calheta
Bianca Lebrão
Eduardo Duarte
Enrico Giuliano Malizia
Fernando Gatti  Richart
Gabriela Delbosque
Gabriel Henrique Lana Lourenço
Giovanna Delgado
Giovanna Pacheco
Giulia Yuni Davanço
Henrique Herrera Piguim
Isabella Rios Chimini
Isabella Zanutto Barile
Iolanda Gonçalves
José Pedro Ferraz
Lara Scarpini
Leonardo Sabio
Leonardo Vilela
Luiza Zetone
Maise Martins
Marcella Postal
Matheus Denoni
Nicolas Higino Silva
Paola Meneguel Panhota
Raul Gonçalves
Roberta Aky Akamine Milanesio
Thiago Dantas
Vitor Kenzo Kadowaki

Direção: Elaine Ferreira

Figurino: O grupo

Cenografia: O grupo

Sonoplastia: Arthur Lorente, Beatriz Calheta, José Pedro, Matheus Denoni e Raul Gonçalves.

Iluminação: Elaine Ferreira

O Grupo de Teatro apresentará este espetáculo novamente no dia 07/11. Prestigie!

Pizzada do Terceirão – O início das despedidas – 3º ano do Ensino Médio

Alunos do 3º ano do Ensino Médio, professores, assistentes de professor, coordenadores, orientadores e diretores reunidos, preparando pizzas juntos e marcando os momentos finais de um longo ciclo!

“Estar junto aos professores fora do ambiente de sala de aula foi um momento muito significativo para os alunos.
Agora, nesta fase que temos escolhas e responsabilidades essenciais para a vida de cada um, é muito confortante passar um tempo com pessoas que foram, e continuam sendo importantes, educadores e amigos. A Pizzada do Terceirão  foi, com certeza, um momento de compartilhar histórias e até cantar algumas músicas que já possuíam significados especiais  e que, a partir deste dia, passariam então a lembrar esse momento tão especial”.
(Aluna Livia Leal Michilin)

Feira de Profissões da USP – Ensino Médio

No dia 8 de agosto, os alunos do 2°ano do Ensino Médio participaram da 9ª Feira de Profissões da USP que aconteceu no Parque de Ciência e Tecnologia da USP (Parque Cien Tec). 

Além dos estandes que apresentavam o perfil das profissões, a Feira também ofereceu espaço para dúvidas relacionadas ao ingresso dos alunos na USP, palestras, bate papos e teste vocacionais. 

 O objetivo da participação foi oferecer a oportunidade para que os alunos antecipassem o contato com a Universidade e recebessem informações importantes para fazer uma escolha consciente da carreira que desejam seguir.

Foi uma manhã muito produtiva.

Escola Villare recebe o professor Humberto Dantas

Os alunos do Ensino Médio receberam o Professor Humberto Dantas, mestre e doutor em Ciência Política pela USP, colunista do Estadão, da rádio Estadão e professor do INSPER.

Dantas conversou com os jovens sobre as “Reformas Políticas”, motivando-os a refletirem sobre a realidade política brasileira, as dimensões estruturais do funcionamento de nossa democracia e a função da formação política dos cidadãos como uma conquista.

Após a apresentação, estabeleceu-se o diálogo entre os alunos e o palestrante, demonstrando a instrumentação dos nossos alunos para o debate sobre o tema, levantando pontos como a obrigatoriedade do voto e os financiamentos privados de campanhas eleitorais, temas atuais e determinantes para a inserção dos alunos na vida social adulta.

Humberto Dantas defendeu ainda que a grande reforma política acontece através do poder da Educação política, e não do embate entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Encontro Filosófico

O primeiro Encontro Filosófico do ano de 2015 aconteceu neste último sábado, 16 de maio de 2015. O dia ensolarado contribuiu para a expressiva presença de alunos do Ensino Médio, cerca de 50 pessoas. Optamos por assistir ao filme “Cala a boca Philip” do diretor americano Alex Ross Perry. A obra suscitou uma fértil reflexão sobre a aversão ao contato humano, a especificidade do mundo da criação literária e os desafios de se identificar com uma trajetória de vida escolhida e interpretada momento a momento. Compartilhamos um grande lanche coletivo no Parque Mario Covas e já anoitecia quando a discussão chegou ao fim. A tradição de levar filosofia e arte para o espaço público ganhou mais um bonito capítulo em sua história. Obrigado àqueles que constroem estas experiências!

David Campbell Mathieson

Estudo do Meio – Serra da Canastra – Ensino Médio

O contato com diversas realidades nos permite, além de olhar, enxergar. Foi sob essa premissa que os alunos de 1º e 2º ano do Ensino Médio foram motivados a participar do Estudo do Meio 2015 para a Serra da Canastra, em Minas Gerais.

 A descrição do espaço já anunciava a riqueza dos conhecimentos a serem colhidos: nascente de águas claras, paredões de pedras, cachoeiras de águas brancas, vegetação retorcida, represas de águas azuis e o tradicional queijo da Canastra regaram o imaginário dos alunos durante o “Pré-campo”.

 A viagem, além de confirmar os elementos capazes de estarrecer seus olhares, ampliou suas visões, concretizou expectativas, ampliou conhecimentos, relacionou situações-problema, enfim, possibilitou que fossem captadas as entrelinhas da realidade e percebidas as complexas relações entre desenvolvimento e conservação ou entre patrimônio e sustentabilidade. Uma hidrelétrica, um queijo, um tamanduá, uma cachoeira, o Cerrado, um político… permeamos a complexa rede de relações que envolve aspectos sociais e econômicos ligados à implantação de uma unidade de preservação (o Parque Nacional da Serra da Canastra) e, especialmente, os impactos nos sujeitos participantes desses meios: empresários, artesãos do queijo, motoristas, moradores, pessoas!

 Afinal, o que é o “meio” sem os seus agentes e o que é o conhecimento sem a reflexão?   Um Estudo do Meio não acaba nunca. As percepções trazidas criam raízes em nossas mentes e ressurgem, tal como as plantas do cerrado, cíclica e constantemente, nas mais diversas situações!

 Que os filmes produzidos a partir de agora, na etapa final do trabalho, sejam felizes em representar aquilo que foi vivenciado: cultura, sensibilidade e conteúdo.

RESULTADOS VESTIBULARES 2015

O segundo semestre foi marcado pela realização de importantes vestibulares.

Nossos alunos do 2º e 3°ano, mesmo antes do termino o ano letivo de 2014, já haviam conquistado excelentes resultados.

Nossos cumprimentos aos alunos, familiares, professores!

Visita à Associação de Ballet e Artes Fernanda Bianchini – Ensino Médio

“Tive o privilégio de acompanhar o grupo de responsabilidade social em uma saída à Associação de Ballet e Artes Fernanda Bianchini. Uma visita que, de maneira muito poética e ilustrativa, me fez pensar sobre o modo pelo qual levamos a vida. De todos os cinco sentidos, sem dúvida, o que mais prezo é a visão. Nunca tinha conseguido entender como alguém poderia viver sem essa possibilidade. Lá isso ficou bastante claro para mim. Não basta enxergar, é preciso ver. Nós que enxergamos, muitas vezes não vemos, ao passo que as bailarinas, com as quais tivemos contato, não eram capazes de enxergar, mas viam com tamanha maestria a totalidade do espaço que nos cercava. Não digo isso apenas para o ato de perceber-nos em determinado espaço, mas também no reconhecimento das pessoas como outros seres humanos. A visão, muitas vezes, pode nos abrir portas que não deveriam ser abertas, como o preconceito, algo que o coração bondoso e acolhedor delas mostrava não conhecer”.

Depoimento do aluno Fernando Gatti Richart 

O grupo de Responsabilidade Social da Escola Villare encerrou o ano de 2014 colocando todos os princípios organizadores do projeto em prática. Visitamos a Associação de Ballet e Artes Fernanda Bianchini, mundialmente conhecida pelo método pioneiro de ensino de Ballet para deficientes visuais.

Após uma breve conversa sobre sua corajosa trajetória, Fernanda entregou para nossos alunos uma venda, mesclando todos ali presentes com suas alunas. Dessa forma, de mãos dadas, caminhamos pelo ambiente sem enxergar, desajeitados, temerosos, constrangidos com os choques inevitáveis, mas seguros pela mão experiente que nos encorajava a caminhar.

Num segundo momento, soltamos as mãos e, entregues à solidão de nossos quatro outros sentidos, persistimos na exploração cambaleante, como nos jogos infantis. Eis que um comando para nos reagruparmos nos trios e duplas originais instaurou o caos, pois em meio a trinta corpos e vozes tínhamos de nos encontrar pelo tato e pela audição.

Enfim reunidos, era chegada a hora de aprendermos um passo de Ballet por meio do toque, “enxergando com a ponta dos dedos”, como Fernanda nos orientou.

O resultado pode ser apreciado nas fotos a seguir, alunas-professoras rigorosas corrigiram com muito zelo nossa postura e desequilíbrio.

Para encerrar, fizemos uma roda para compartilhar impressões antes de assistirmos a um bonito ensaio para uma apresentação dali dois dias. O exercício da alteridade, a capacidade de sair de si para perceber o outro e reconhecer-se como outro para este, ganhou vida, sentimos o acolhimento e o estranhamento que a cegueira egoísta de nossa sociedade pautada no medo e no consumo nos tolhe.

Os desafios parecem alimentar aqueles que têm sede por construir um mundo mais ético e mais justo.

Parabéns às jovens bailarinas, Fernanda e todos os envolvidos neste projeto exemplar!

Professor David – Filosofia EM

Muito mais do que ler e escrever –

São muitos os gêneros textuais que circulam em nossa sociedade, como carta, relatório, artigo. O curso de Linguagem e Produção de Texto do Ensino Médio da Villare baseia-se no trabalho a partir do estudo desses gêneros textuias.  Dessa forma, busca-se formar o aluno de modo que ele possa (re)conhecer um número significativo de textos, bem como suas especificidades e usos efetivos na realidade comunicativa em que todos estamos inseridos.

A complexidade e vastidão deste universo, o da linguagem, dá sinais do tamanho deste desafio.

Nas palavras do linguista e educador José Luis Fiorin, “não basta recomendar que o aluno leia atentamente o texto muitas vezes, é preciso mostrar o que se deve observar nele. A sensibilidade não é um dom inato, mas algo que se cultiva e se desenvolve”.  Ou seja, assim como defende o especialista, na Villare não ensinamos a ler, mas sim formamos leitores capazes de sentir um texto e compreendê-lo em suas múltiplas possibilidades.

O gênero conto, tema do 1º bimestre do 2º ano, merece destaque pela forma como foi apresentado e assimilado pelos alunos.  A dificuldade que os estudiosos da área de Literatura têm para definir com precisão o gênero foi um importante (ponto de partida) para o início do contato com esse tipo de texto. Afinal, a linha que divide os diferentes gêneros textuais é  muitas vezes tênue e buscar com os alunos elementos comuns às curtas narrativas textuais, que pudessem enquadrá-las como contos ou não, mostrou-se um grande aprendizado para os alunos.

Chegamos então à definiçao proposta pelo crítico literário Alfredo Bosi que alude o gênero como uma narrativa curta  que condensa e potencia no seu espaço todas as possibilidades de ficção. A partir dessa conceituaçao os alunos do 2º ano puderam conhecer, analisar e apreciar contos brasileiros e estrangeiros consagrados pela crítica literária.  Eles tiveram a oportunidade de entender não só funcionamento desse tipo de texto,  como também fruir do prazer estético proporcionado pela Literatura Erudita. Os discentes foram instigados a produzir contos de diversas temáticas e, como conclusão do trabalho com esse tipo de gênero, foram convidados  –  a partir da apresentação de um seminário aberto –  a refletir sobre as diversas leituras  e possibilidades  dialógicas interetextuais que o texto literário permite ao leitor fazer.

A partir da escolha de alguns contos pre-selecionados pela professora, os alunos mostraram suas releituras, apontando as ricas relações interdiscursivas presentes nessas pequenas ficções .  Dramatizações, leituras dramáticas  nortearam as apresentaçoes  que foram bastante criativas e muito importantes no percurso de formação dos adolescentes como leitores. Além disso o caráter coletivo e lúdico das apresentaçoes permitiu uma maior integração do grupo.

Os trabalhos apresentados evidenciaram não só  a riqueza de repertório de nossos alunos, que estabeleceram diversos tipos de relação entre as muitas áreas do conhecimento, mostrando-se capazes de ler com proficiência textos complexos, mas também explicitaram a autonomia na busca por conhecimento.

FERNANDA FREITAS, professora de  Linguagem e Prod. de Texto do Ensino Médio

Encontrão Cultural – Ensino Médio

Poesia, música, improviso. Paredes cinzas e andares comuns tomados por uma esfera suave, alegre e descontraída. Alunos aprendendo por meio do corpo e das relações que a arte propicia, seja como ser atuante, seja como espectador.

Assim foi o Encontrão Cultural da Escola Villare, que aconteceu no dia 10 de setembro. Nele, contamos com a participação de alunos do 9º ano ao Ensino Médio, alguns ex-alunos, professores, coordenação e demais funcionários da escola.

Como foi belo ver nossos alunos esbanjando talento no palco, compartilhando experiências com os professores e recebendo deles pequenas pérolas!

Momentos como estes ficam gravados na memória para sempre! São instantes mágicos em que o encontro por meio da arte une e integra as pessoas. Momentos nos quais esquecemos a rotina cansativa para apreciarmos as pequenas belezas da vida.

Obrigada a todos que fizeram do nosso Encontrão um momento mais que especial