“Considero a autoavaliação um recurso fundamental de crescimento para todo ser humano.”

Cipriano Luckesi

 

Final de trimestre, o cenário se compõe de notas, provas, atividades avaliativas e uma pergunta: o processo de autoavaliação é do aluno ou do professor? A Escola responde que é dos dois.

 

Professor e aluno são responsáveis por esta reflexão ao final deste processo. Momento precioso para rever práticas, avaliar instrumentos e adequar ações.

 

A participação do aprendiz em sua avaliação tem muitos benefícios.  Para o aluno a autoavaliação é o processo pelo qual ele obtém informação e reflete sobre sua própria aprendizagem. É o aluno que realiza a avaliação de seu próprio progresso na construção dos conhecimentos, no domínio dos procedimentos, no desenvolvimento de suas habilidades e na formação de suas atitudes. Por este motivo a autoavaliação permite que vá adquirindo maior consciência e compreensão de si mesmo como aprendiz.

 

Ao participar na avaliação da sua aprendizagem, a criança vai se tornando mais consciente daquilo que de fato precisa aprender, seus deveres e metas, ganhando maior clareza sobre as necessidades e conquistas no processo vivido e assumindo, progressivamente, maior responsabilidade por sua escolaridade.

 

Algumas ações são muito importantes neste processo de tomada de consciência, sendo que a troca criança-professor é com certeza a mais potente delas. Observações feitas pelo professor constituem um primeiro passo nesta avaliação, contribuindo de maneira a melhor detectar os aspectos a serem trabalhados junto ao aluno. No próprio apontamento e discussão dos erros há um novo aprendizado para superá-los. Além disso, a partir do diálogo entre criança-professor, o aluno recebe a mensagem da importância do seu próprio processo de aprendizagem, entendendo que este é valorizado e por isso recebeu atenção especial.
Nossa proposta é que a autoavaliação deva se concentrar em ser um suporte para o aluno aprender melhor. Ao propor a autoavaliação, a Escola deseja que o aluno coloque em pauta aspectos para continuar estudando, continuar praticando, e por fim, tenha condições de se questionar e até mesmo se surpreender com o conhecimento adqurido.

 

No diálogo entre professor e aluno visando a autoavaliação, as perguntas têm papel fundamental, abrindo caminhos para que o aluno reflita sobre seu processo de aprendizagem:

 

 

  • O que aprendi hoje?
  • Como sei que aprendi?
  • O que ainda não está claro?
  • Sobre quais conteúdos tenho domínio?
  • Sobre que temas ou questões desejo saber mais?

 

Que os nossos alunos se proponham a fazer esta reflexão!

 

Publicado por Silvia N. Gallo – Coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I

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