“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo;
os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”
Paulo Freire

Não podemos negar: a tecnologia da comunicação e da informação revolucionou as relações sociais. Toda circulação de ideias depende da possibilidade de utilizar diferentes portadores para a comunicação. Essa condição invadiu a escola, junto dos jovens que já têm um “DNA” diferenciado, podendo circular em qualquer meio de comunicação. Diante disso, desafios são colocados no processo de ensino e aprendizagem, envolvendo as questões de como utilizar essas diferentes linguagens na escola de forma a potencializar a construção de saberes significativos para a atuação dos alunos no mundo hoje.
Todos nós somos atraídos por este universo onde diferentes linguagens circulam. A televisão, o rádio, o vídeo, os celulares, a mídia impressa, imagens e a internet podem ser excelentes recursos para o desenvolvimento das competências de leitura e escrita. Nossa grande tarefa é  possibilitar que as atividades coletivas sejam também interativas e que os alunos possam utilizar essas novas ferramentas de comunicação de maneira a contribuir com os conhecimentos que já possuem.
Assim, a criatividade da Escola e de seus professores, a possibilidade de entrar em contato com profissionais que possam renovar nossos métodos e o apoio de toda comunidade escolar são imprescindíveis.
Nosso primeiro desafio é desenvolver ações que permitam articular o projeto pedagógico à formação de usuários competentes e autônomos. Para isso, também nos colocamos no lugar de alunos, buscando conhecer todos os meios possíveis para que nossa proposta possa ser desenvolvida de maneira eficaz, trazendo-lhe um movimento dinâmico.
Por outro lado, o segundo desafio é conhecer a fundo que tipo de aluno estamos recebendo. É um aluno da chamada “geração Z” ( Z de zapear) , que engloba os nascidos em meados da década de 90. É a geração multitarefa, que consegue, ao mesmo tempo, ir da internet para o celular, do celular para o vídeo e de volta para a internet. Muda de um canal para outro na televisão e também transforma sua visão de mundo, segundo os estímulos que recebe. Sua maneira de pensar é influenciada pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia proporciona.
Outra característica essencial dessa geração é o valor dado à globalização, ignorando fronteiras geográficas e distâncias que separam os diversos continentes. Como informação não falta a esses jovens, estão um passo à frente, concentrados em adaptar-se aos novos tempos. Nós somos diferentes de nossos filhos e alunos. Aprendemos diferente. Pensamos diferente. Comunicamo-nos diferente. Temos expectativas diferentes.
O desafio que se apresenta à geração Z é aprender a selecionar e analisar informações. E esse desafio não se resolve com um micro veloz. A arma chama-se aprendizado e educação. É nisso que precisamos trabalhar. Como sempre. A escola é, mais uma vez, o espaço de mudança e preparação. E estamos em constante busca, capacitação e estudo, para que nossos alunos estejam à vontade quando chegarem ao mundo do trabalho. O encontro fundamental entre quem aprende e quem ensina continua sendo indispensável, possibilitando atividades reflexivas, atitude crítica, capacidade de decidir e resolver problemas e, consequentemente, a construção da autonomia.

Publicado por Marcia Zaborowsky

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