Interclasses Ensino Médio

No dia 1 de setembro (sexta-feira), nos encontramos novamente no espaço poliesportivo e cultural da escola, desta vez para prestigiar e torcer pelos alunos nos jogos interclasses das turmas do ensino médio.

Os alunos participaram nas modalidades Futebol masculino, Handebol feminino e Dodgeball misto, além das torcidas organizadas na arquibancada.

Toda a organização das equipes e uniformes, as substituições e estratégias de jogos foram de responsabilidade dos próprios alunos.

Contamos com a participação de árbitros da federação paulista de futebol e dos nossos professores capacitados para a arbitragem dos demais jogos.

Participaram 112 alunos deste evento, totalizando 6 salas.

Os times se empenharam muito para ganhar o título de campeão dos jogos interclasses! Acompanhamos disputas acirradas, empates, decisão nos pênaltis e muita diversão durante todo o evento.

Parabéns a todas as equipes!

Confiram as fotos!!

Estudo do Meio Curitiba – 1º ano

Era visível a apreensão dos alunos. Sair da escola por alguns dias par explorar uma outra cidade?  Alguns até mesmo já a haviam visitado. Preguntavam-se se seria legal. Mas como se conhece uma cidade? Com um olhar profundo, criterioso e contextualizado!  E assim partimos para Curitiba.

Reconhecida desde as últimas décadas do século passado por oferecer excelência em qualidade de vida a seus habitantes, inovar em soluções urbanísticas, acolher diferentes povos, ser pioneira na coleta seletiva de lixo, ter um sistema de transportes eficiente, será ainda a Curitiba de hoje, da sede da Justiça Federal responsável pela operação Lava-Jato, das grandes montadoras de automóveis em sua área metropolitana e do crescimento populacional, uma referência?

A imersão em sua História, desde as ocupações indígena e colonial, aponta para a importância estratégica de seu espaço para a manutenção da posse do Sul do Brasil pela coroa portuguesa. Neste período, até início do Império brasileiro, o Paraná era um território mestiço. Habituados a reconhecer os paranaenses pelas diversas descendências europeias, bastando um olhar rápido pelas ruas curitibanas, onde se observa os tons claros das peles e dos cabelos, compreender como se deu esse “branqueamento”, nos últimos 120 anos, foi instigante.

As visitas aos “equipamentos urbanos”, construídos em diferentes épocas, fossem os mais antigos como o Passeio Público e a Estação Ferroviária, fossem os do final do século XX, como a Ópera de Arame e o Jardim Botânico, ou os mais recentes, exemplificados pelos parques Tingui e Tanguá, acrescentaram aos lugares e territórios visitados a consciência de que o planejamento constante e visionário, é capaz de integrar e revitalizar os diferentes pontos de uma teia urbana, atenuando o abismo de desigualdades presente na maioria das grandes cidades.

O que não quer dizer que tais desigualdades não existam. A fim de aprofundar o olhar crítico ao cotidiano, propôs-se aos alunos que depois de uma caminhada pela região central da cidade, usassem o transporte público curitibano, descobrindo rotas possíveis, para cumprir o desafio de chegar até o Museu Oscar Niemeyer – MON (aproveitando para analisar o famoso sistema de transporte terrestre trinário da cidade). Durante tal atividade, a proximidade da população de rua, a concentração de ônibus em determinadas regiões e a espera pelo “coletivo”, revelaram que novos esforços urbanísticos ainda são necessários.

Todos chegaram! E sem dúvida valeu a viagem. O MON é mais que as linhas de Oscar Niemeyer. É mais que um grande olho! É uma vitrine para a arte contemporânea e para a convivência das diferentes tribos dos jovens curitibanos, que se espalhavam por seus gramados e galerias!

A integração entre História, Geografia e Biologia foi percebida na Serra da Graciosa. Essa estrada-parque preservada em meio a Serra do Mar levou-nos até a cidade histórica de Morretes, símbolo da integração entre o planalto e o litoral durante o período colonial. Simbolizando a preservação da Mata Atlântica, a “Graciosa” está contida na maior faixa contínua de preservação desse Bioma, permitindo ao longo da caminhada pela antiga trilha calçada pelos Jesuítas em 1625 (!), o caminho do Itupava, a observação de sua biodiversidade.

Também na Serra da Graciosa está uma das mais antigas estradas de ferro do Brasil. Construída para escoar a produção do planalto ao litoral através do porto de Paranaguá, testemunhou os mais diversos movimentos econômicos do Paraná: erva-mate, madeira, café e atualmente a integração com as hidrovias e rodovias para escoamento da soja.

Santa Felicidade, antiga colônia italiana, pouco se parece com a época em que a produção de vinho e móveis eram as atividades reinantes. Lojas e restaurantes modernizam suas avenidas e globalizam a determinante contribuição imigrante para a cultura e a economia paranaenses. Jantar nesse ambiente foi inesquecível!

O imenso repertório de novos conhecimentos, vivenciado pelos alunos, será ressignificado nas salas de aula ao longo do Ensino Médio. Mas essa não é a maior contribuição desse Estudo de Campo. O exercício da coletividade em um ambiente novo, concreto e real, favorece a autonomia e a consciência dos adolescentes, proporcionando novas formas de se olhar o mundo!

Qual a nossa próxima viagem?



Engenheiro Químico visita o Ensino Médio

Na primeira quarta-feira de agosto, os alunos do Ensino Médio da Villare receberam o Engenheiro Químico Luciano Passos, inspetor da OPCW, Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAQ, em Português).

Sediada em Haia, na Holanda, o OPCW destina-se a fazer cumprir a Convenção para Proibição de Armas Químicas (CPAQ), da qual não são signatários apenas 4 países do mundo.

IMG_9605Em curta passagem pelo Brasil, Luciano dedicou duas horas de sua concorrida agenda a apresentar aos alunos conhecimentos instigantes de Química, Biologia e Geopolítica. Tais áreas estão intimamente relacionadas à sua atividade.

Ciente da possibilidade de que alguns países escondam armas químicas de seus inspetores, a OPCW também monitora a indústria química mundial. Nessas inspeções, é necessário antever possibilidades de uso de compostos comerciais na fabricação de armas químicas. “Os compostos são organizados em três listas distintas, alguns proibidos, outros monitorados. Demonstrou que até mesmo substâncias usadas em larga escala na composição de xampus, nas tintas de impressoras ou resíduos da produção de Teflon, com reações simples entre si, podem resultar em armas químicas.

Por meio de uma animação digital, foi demonstrada a ação devastadora de algumas substâncias presentes nos armamentos químicos, como o Sarim e o V.X., no sistema nervoso humano, provocando convulsões e colapso respiratório.

Além disso, os treinamentos, os riscos, tanto de contaminação quanto militares, em razão das inspeções serem realizadas, muitas vezes, em ambientes hostis e zonas de guerra, foram detalhados, culminando com o uso de uma vestimenta de campo por um dos alunos. Além da ludicidade, essa “brincadeira” revelou a complexidade do trabalho dos inspetores da OPCW.

Apesar de usadas a mais de um século em conflitos militares, a ação da OPCW reduziu o arsenal de armas químicas dos Estados que assinaram a CPAQ em 95%, estimando-se sua erradicação para os próximos 10 anos, a fim de que episódios como o ocorrido recentemente na Síria sejam apenas passado.

Por fim, bombardeado por perguntas formuladas pelos jovens presentes, o engenheiro contou sobre sua trajetória profissional, ampliando as possibilidades de escolhas pelos alunos, ao apresentar uma nova dimensão no exercício da Engenharia Química.

“Rolou uma Química” na aula de campo do terceirão!

Nada interrompe as reações que transformam o conhecimento! Nem mesmo a chuva que caía na terça-feira, dia 30 de maio, impediu que os alunos do 3º ano do Ensino Médio da Villare seguissem as curvas da Serra do Mar rumo à empresa UniparCarbocloro, em Cubatão-SP.

Fabricando Cloro, Soda Cáustica e Hipclorito de Sódio desde 1964 (e atualmente outros produtos como o HCl e o Dicloroetano – C2H4Cl2), inicialmente com capital multinacional e hoje com capital nacional, o que diz muito do contexto geoeconômico do Brasil recente, a UniparCarbocloro é também reconhecida pela preocupação ambiental, numa região que já foi conhecida como a mais poluída do mundo.

Ações de reuso da água e materiais, seus descartes ou devolução ao ambiente, sistemas de monitoramento de vazamentos e contato constante com a comunidade, são observados com naturalidade…

A eletrólise, processo eletroquímico não-espontâneopor meio do qual se obtém o Cloro a partir da Salmoura (solução de água e NaCl, o “sal”) e energia elétrica, foi detalhada em cada um dos sistemas de produção, em sua dimensão real e visualizada nas maquetes que simulavam didaticamente o processo.

Animação

 

Mesmo sob chuva, foi possível perceber-se que uma indústria de grande porte é um sistema complexo e pulsante, pois as etapas da produção são interligadas e interdependentes. Além de técnica, a logística é fundamental.

E se a água e o sal são fundamentais para a indústria química e para a economia brasileira, no nosso caso, reagiram para catalisar a aprendizagem de Química, Geografia e Biologia, temperando com prazer a aquisição de múltiplos saberes pelos jovens do 3º ano 2017!

 

Encontro de Profissões 2017

Reunindo alunos do Ensino Médio e exalunos (universitários) para compartilhar experiências

 

A manhã do sábado (03) começou com temperatura baixa, mas logo foi aquecendo com a chegada dos nossos ex-alunos, jovens universitários, que tinham muitas histórias pra contar! Vieram para compartilhar suas escolhas e seus percursos, na tentativa de contribuir com os atuais alunos nesta fase desafiadora da escolha da profissão.

Os olhares curiosos, atentos e interessados revelavam a angústia daqueles que estão na fase da escolha. Tarefa difícil! Aos poucos, se mostravam aliviados e até motivados ao ouvir as mais variadas histórias e experiências de quem já passou por este momento com êxito!

Entre futuros profissionais da área de medicina, engenharia, arquitetura, cinema, licenciaturas, economia e farmácia, estavam alunos que começam a construir seus projetos de vida e sonham grande. Exatamente como deve ser!

Para a equipe, ficou uma indescritível sensação de orgulho em poder recontar uma história com a presença de seus próprios protagonistas: os alunos das turmas de 2012, 2013, 2014 e 2015! Jovens que trilham seus caminhos com segurança, sucesso, paixão e desejo de fazer a diferença.

A palavra que fica? INSPIRAÇÃO.

Vejam fotos deste momento inspirador.

Encontrão

Muita música, poesia e interação entre alunos e professores do 9o ano e Ensino Médio

Noite de sexta, alunos eufóricos, professores ensaiando minutos antes do evento começar. Clima de festa!

E vem a abertura. Uma poesia lida pelo Coordenador Ernani. Aplausos. Gritos. Um certo nervosismo daqueles que se apresentariam.

E aos poucos o evento foi tomando forma com performances, leituras dramáticas, música, muita música, poesias, dança e jogos de improviso. Momentos ricos de interação, de contato com as mais variadas formas de arte. Momentos em que professores, assistentes de professores, alunos, coordenadores, todos estavam na mesma condição de subir ao palco e, corajosamente, mostrar suas habilidades, compartilhar suas músicas preferidas, seus poemas de cabeceira.

Mais aplausos. Mais gritos. Agora uma certa tristeza tomava conta de todos. O evento chegava ao fim e todos queriam mais! Que venham os próximos. Difícil será esperar!

Encontro Filosófico

Encontro filosófico – “Clash” (Egito, 2016. Dir. Mohamed Diab)

O Encontro filosófico é uma das atividades da Agenda cultural do Ensino Médio da Escola Villare, essenciais para a formação das pessoas que serão os nossos alunos.

É simples assim.

Não é “bem” um evento… É um encontro de pessoas, de aproximação de sentidos. Na Avenida Paulista, cada um a seu modo, num sábado de tarde e “à paisana” de sermos professores ou alunos do Ensino Médio, exercitando seu desejo de querer ser, de querer estar.

Um filme. Um lanche. Um convite para que vivamos, juntos, a cultura e as possibilidades da metrópole com o exercício da autonomia, a busca pelo novo e a permeabilidade do inusitado!

Caminhando, pouco importa se contra ou a favor do vento, esse primeiro Encontro filosófico de 2017, atravessou um quilômetro de calçadas, diversidade, ruas, e até continentes, para sermos encaixotados, figurativamente, em um caminhão da polícia no Egito em 2013.

O paradoxo vivido entre a liberdade de escolha e a prisão em um camburão (ou em uma sala de cinema!), promoveu a humanização de fenômenos políticos complexos como a Primavera árabe e as alternâncias políticas no Egito, entre 2011 e 2013, ano em que se passa o dia retratado no filme. Há uma história em cada um.

E essas histórias foram trocadas na tradicional partilha do lanche, por meio do qual os diferentes se aproximaram e a ficção das telas contornou-se de realidade. Diferentes, mas juntos!

Depois de algumas horas, era flagrante tanto às personagens quanto a nós, seus espectadores, que as diferenças são construções e que a alteridade, tão necessária, é muitas vezes utópica.

Partindo de um exemplo tão radical de polarização como o das manifestações atrás das grades do camburão, os cenários do filme, cristalizou-se o desejo da superação das barreiras entre as diferentes histórias que somos, através de novas janelas. Uma busca.

Mas será simples assim?

Exposição “Anita Malfati – 100 anos de arte moderna” – Aula de Campo do 3º ano do Ensino Médio

Que não passe, passado!

Ao se visitar uma exposição de arte, os movimentos das pupilas, a óptica dos olhos, o abrir e fechar das pálpebras são imprevisíveis. Uma dinâmica intrínseca entre o ver e o olhar! Jovens e vanguardas. Há encontro mais promissor?

E foi exatamente o movimento dos olhos atentos dos alunos do 3º ano do Ensino Médio da Villare, aguçados pelo contexto de outro movimento, o Modernismo brasileiro, que os envolveu numa aura de cores e sentidos, de buscas e encontros, rupturas e permanências, durante a visita à exposição “Anita Malfatti – 100 anos de arte moderna”, que acontece no Museu de Arte de Moderna de São Paulo – MAM.

Foi uma aula, em todos os sentidos! Era perceptível que a preparação dos alunos para o evento, ao contrário de limitar sua experiência, possibilitou sua imersão no universo vanguardista de Anita, percebendo, apesar da distância secular, o desejo pela ruptura e pelo novo. A relação do contexto modernista brasileiro, escancarado pela exposição, com a sala de aula, ficou evidente no relato de Júlia Moura, para quem o conhecimento do contexto e a proximidade das obras construiu novos sentidos.

Já Bruna Mendes encantou-se pela dimensão humana da artista e a reatividade da sociedade da época ao novo, expressa, sobretudo, na famosa crítica feita por Monteiro Lobato à exposição de Anita realizada em 1917. Não será esse um movimento que permanece, cotidianamente, também no nosso tempo?

As primeiras respostas dos jovens à angústia latente entre a vanguarda e a novidade apareceu nos desenhos que realizaram na etapa interativa da exposição, onde tal qual crianças, revisitaram sua própria história em um novo contexto, em um novo lugar, distante do comum, buscando novos padrões.

Na atividade proposta pelos professores, de escreverem sobre sensações comuns, a naturalidade com que optaram por ousar e buscar recursos artísticos, nos seus textos, aponta para o encontro com o inesperado.

Era o que se esperava? Pergunta sem resposta. Mas por alguns instantes, assim como Anita em seu passado, foram vanguarda!

Esperando Godot – Agenda Cultural do Ensino Médio

 Esperando…

     O anoitecer de uma sexta-feira pode ser a redenção de uma semana de aulas e tarefas, em um ano letivo que começava a ser desenhado aos riscos e às cores da novidade, para uns, de desafiadoras mudanças, para outros e de ansiedade pela proximidade dos exames que realizarão ao final do 3º ano… Ao menos, é o que se espera! Que tal alimentarmos essa esperança com Teatro? Sexta-feira torna-se dia de cultura para os alunos do Ensino Médio da Villare. Dia da esperada Agenda Cultural, por alunos e professores!

     Mas será a espera algo pjulio2revisível? Como ela interfere na percepção sobre a nossa realidade e as realidades que nos cercam?

  Esperando apresentar a naturalidade da angústia como parte essencial da vida humana e provocar reações particulares em cada expectador, por mais inusitadas que sejam, o texto de Samuel Beckett (ganhador do Nobel de literatura), ilustra o Teatro do Absurdo em sua plenitude!

A atmosfera de dúvida e surpresa foi envolvendo, tal como uma névoa, todos que estiveram no Teatro Tucarena. Estamos todos, conforme o título do texto, “Esperando Godot”! Incertos de sua chegada, mas conscientes de que, através da arte, a conquista não está no fim, mas no compasso do caminho!

Festa dos Bixos 2017

TEMPO DE CONQUISTAS

Há alguns momentos atrás… ou por vidas inteiras! Tanto faz. Parece que foi ontem que se vivia a angústia das escolhas e as incertezas dos sucessos do “Terceirão” de 2016!

Convidamos os nossos alunos, ou melhor, nossos ex-alunos, para comemorarem os seus excelentes resultados no ENEM e nos vestibulares, o que lhes garantiu a certeza de continuarem seus planos de vida em busca de uma formação ainda mais sólida, agora no Ensino Superior!

Foi a tradução desse sucesso em alegria que inundou a Villare nessa manhã de 6ª feira, colorindo e contagiando a tudo e a todos! Alunos, professores e funcionários renderam-se à animação dos “Bixos 2017”, aqueles que construíram caminhos e trilharam, cada um ao seu tempo, um destino!

Deixam suas marcas no amarelo de suas camisetas, nas cores das suas faces, na vitória que se formou a cada nota, a cada prova, a cada tarefa, a cada minuto…

Eles se vão, mas esquecem pelo caminho das lembranças, novos blocos que reforçam e solidificam essa escola que construíram, que construímos, juntos!

Confraternizar é a melhor forma de compartilhar as emoções e de inspirar aqueles que continuarão pelo caminho que já passamos e que esperamos deixar melhor, mais regular e aprazível depois da nossa passagem!

Como diz a popular canção, “o tempo é o senhor dos dois destinos”… Que o sucesso promovido por esses jovens para suas vidas permaneça presente e inspire aqueles que viverão a angústia por novas escolhas e a incerteza dos novos sucessos…

Parabéns aos alunos do 3º ano de 2016! Vocês são grandes!

Confira a lista dos aprovados – Formandos 2016 com ingresso em 2017
Vestibulares 2017 - 17.02